quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Atividade 22/10

ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO CARLOS MOURA
Disciplina: Língua Portuguesa                Docente: Lídia Danielle
Discente: _________________________ Série: 1º Ano “A”  Data: 21/10/2015





Texto 1 - Como Nossos Pais
Elis Regina
Composição: Belchior

1 Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
5 Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
14 Por isso cuidado, meu bem,
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
19 Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...
23 Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
26 Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pr'o sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
33 Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
40 Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
48 Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
58 Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
65 Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
72 Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...
Texto 2  - O Velho  e   o Novo
Taiguara
Composição: Indisponível
1 Deixa o velho em paz
Com as suas histórias de um tempo bom
Quanto bem lhe faz
Murmurar memórias num mesmo tom
5 A sua cantiga revive a vida
Que já se esvai
Uma velha amiga, outra velha intriga
E um dia a mais
9 Vão nascendo as rugas
Morrendo as fugas a as ilusões
Tateando as pregas
Se deixa entregue às recordações
13 Em seu dorso farto
Carrega o fardo de caracol
Mas espera atento
Que o céu cinzento lhe traga o sol
17 Ele sabe o mundo
O saber profundo de quem se vai
O que não faria
Pudesse um dia voltar atrás
21 Range o velho barco
Lamento amargo do que não fez
E o futuro espelha
Esse mesmo velho que são vocês
Interpretação de Texto

01. No texto 1, linhas 1 a 4, o autor quer dizer que:
a) Nos discos há um grande amor.
b) Nos discos se aprendem coisas más.
c) Nos discos existem lições artificiais.
d) As lições trazidas pelos discos são boas.

02. No texto 1, linhas 5 a 13, o autor quer:
a) Dizer que a música é pequena para contar sobre uma vida.
b) Dizer que qualquer canto fica empoeirado.
c) Dizer apenas que viver é melhor que sonhar.
d) Dizer apenas que o amor é uma coisa boa.

03. No texto 1, em linhas 19 a 22 há:
a) 6 substantivos concretos
b) 5 substantivos comuns e 1 próprio
c) 4 substantivos concretos e 2 abstratos
d) 5 substantivos próprios

04. No texto 1, em linhas 23 a 32 há:
a) 4 substantivos concretos e 4 abstratos
b) 5 substantivos concretos e 3 abstratos
c) 6 substantivos próprios e 1 comum.
d) nenhum substantivo comum.

05. No texto 1, nas linhas 14 a 22, o autor quer dizer que:
I – Os velhos com seus preconceitos venceram.
II – Que devemos ter cuidade ao expressar nossos sentimentos.
III – Que nossos sentidos foram feitos para ser usados e não amputados.
IV – Que não é bom beijar e abraçar.
a) estão corretas I e II
b) estão incorretas IV e III
c) está incorreta apenas IV
d) n.d.a.

06. No texto 1, nas linhas 33 a 47, o autor refere-se à:
a) Dor de ter lutado para ser diferente mas nada adiantou.
b) Alegria de ter lutado o “bom combate”.
c) Dor do ciúme de ter visto o namorado com outras.
d) Ao quadro da parede de sua casa.

07. No texto 1, o autor quer passar a seguinte mensagem:
a) Que os jovens lutam por coisas novas, mas quando outras novidades aparecem eles são conservadores como seus pais.
b) Que os velhos são conservadores e aceitam bem as novidades.
c) Que o novo sempre vem e é bem aceito.
d) Que Deus ajuda a ter uma nova consciência.

08. No texto 1, a idéia do autor poderia ser trocada pelo seguinte provérbio:
a) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
b) Como pode um peixe vivo viver fora d’água fria.
c) Jacaré não pári capivara.
d) Fé cega, faca amolada.

09. No texto 1, em linhas 65 a 71, a idéia pode ser trocada pelo seguinte ditado:
a) Deus ajuda quem cedo madruga.
b) Faça o que eu digo, mas não o que eu faço.
c) O que é bom já nasce bom.
d) Pimenta nos olhos alheios é refresco.

10. No texto 2 o autor, em linhas 1 a 8, afirma que:
a) Os velhos gostam de intrigas.
b) Os velhos gostam de falar baixo.
c) Os velhos gostam de relembrar histórias para passar os dias.
d) Os velhos só querem velhos amigos.

11. Nas linhas 9 a 12 (texto 2 ) o autor quer passar a seguinte idéia:
a) As rugas tiram a ilusão e a vontade de viver.
b) À medida que nascem as rugas, vão se perdendo as ilusões.
c) As rugas que aparecem lembram coisas passadas.

 12. Em linhas 17 a 20 (texto 2) o autor afirma que:
a) Com seu profundo saber atual, o velho adoraria voltar ao passado.
b) O velho sofre pois agora ele sabe o que não sabia antes.
c) O velho quer voltar ao passado.
d) n.d.a.

13. Em linhas 21 a 24 (texto 2) o autor afirma:
a) Que o barco vai afundar.
b) O velho lamenta rangendo como um velho barco e mostra a quem o vê que o futuro será igual para todos.
c) Que o velho “range” para incomodar quem passa.
d) Existirem vários velhos naquele lugar.

14. Comparando os textos 1 e 2 podemos chegar à  seguinte conclusão (colocar (V) verdadeiro ou (F) falso):
( ) A idade chega para todos.
( ) O jovem luta e defende o novo, mas vai morrer murmurando pelo passado.
( ) Todos lamentamos o que não fizemos.
( ) Que os autores reconhecem que seremos implacavelmente iguais aos nossos antecedentes.
( ) Que é enfim natural que uma pessoa viva de recordações.
( ) Os autores alertam para que não incorramos nos mesmos erros de nossos pais pois isso é uma tendência quase inevitável.
( ) Os textos alertam aqueles que criticam os outros pois provavelmente, sob as mesmas condições, farão a mesma coisa.
( ) Os textos, embora com outras palavras dizem no fundo, a mesma coisa.

Bom Conselho
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
1Ouça um bom conselho
2Que eu lhe dou de graça
3Inútil dormir que a dor não passa
4Espere sentado
5Ou você se cansa
6Está provado: quem espera nunca alcança

7Venha, meu amigo
8Deixe esse regaço
9Brinque com meu fogo
10Venha se queimar
11Faça como eu digo
12Faça como eu faço
13Aja duas vezes antes de pensar

14Corro atrás do tempo
15Vim de não sei onde
16Devagar é que não se vai longe
17Eu semeio o vento
18Na minha cidade
19Vou pra rua e bebo a tempestade

01 É sinônimo de regaço:
a) Saia desse colo.             c) Não entre no riacho.
b) Deixe esse buraco.                    d) Saia dessa casa.

02 “Está provado: quem espera nunca alcança”. Isso significa:
a) A impaciência é uma virtude.
b) A paciência é um mal.
c) Quem quer algo tem de lutar por ele.
d) A verdade dói.

03 Nas linhas 7 a 13 o autor quer que o ouvinte:
a) Deixe tudo e vá embora.
b) Faça uma fogueira.
c) Queime-se numa fogueira.
d) Pare de ficar ponderando e faça algo.

04 “Quem semeia vento, colhe tempestade”. Significa:
a) Quem não planta não colhe.
b) Quem promove o desrespeito receberá ofensa.
c) A vida é dura para quem é mole.
d) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

05 Em “dorme que a dor passa” podemos comparar com:
a) Quanto mais mexe, mais fede.
b) O sono faz bem ao organismo.
c) Dormir sempre é bom.
d) Para parar de doer é preciso dormir.

06 Nas linhas 1 a 6 do texto o autor quer dizer que:
a) Que a pessoa tem de tomar cuidado com seus atos.
b) Que a pessoa deve agir sem pensar.
c) Que a pessoa deve ser menos passiva e agir.
d) Que a pessoa deve esperar que as coisas se ajeitam.

07 Nas linhas 14 a 19 o autor quer dizer:
a) Que ele tem medo de causar problema.
b) Que ele gosta de causar problema.
c) Que ele detesta encrenca.
d) Que ele comemora seus erros e acertos.
e) Que ele ama a tempestade.


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