segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Verificação de Aprendizado 3 ano

ESCOLA ESTADUAL AANTÔNIO CARLOS MOURA
Disciplina: Língua Portuguesa
Docente: Lídia Danielle
Discente: ____________________________
Série: 3º Ano “A”
Data: 06/10/2015

VERIFICAÇÃO DE APRENDIZADO BIMESTRAL

1. (SANTA CASA) Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de derivação parassintética? 

a) Lá vem ele, vitorioso do combate.
b) Ora, vá plantar batatas!
c) Começou o ataque. 
d) Assustado, continuou a se distanciar do animal. 
e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar. 

2. (CEFET) Assinale a alternativa que a palavra não possui prefixação:
a) incapaz             b) reler         c) descrer d) enterrar        e) triângulo

3. (CEFET) Assinale a alternativa que a palavra não possui sufixação:
a) papelaria             b) infelicidade        c) risonho    d) atualizar       e) dentição


Para responder à questão, leia o texto a seguir, extraído da peça teatral "O noviço", de Martins Pena.

“Ambrósio, só de calça preta e chambre - No mundo a fortuna é para quem sabe adquiri-la. Pintam-na cega... Que simplicidade! Cego é aquele que não tem inteligência para vê-la e a alcançar. Todo homem pode ser rico, se atinar com o verdadeiro caminho da fortuna. Vontade forte, perseverança e pertinácia são poderosos auxiliares. Qual o homem que, resolvido a empregar todos os meios, não consegue enriquecer-se? Em mim se vê o exemplo. Há oito anos, era eu pobre e miserável, e hoje sou rico, e mais ainda serei. O como não importa; no bom resultado está o mérito... Mas um dia pode tudo mudar. Oh, que temo eu? Se em algum tempo tiver de responder pelos meus atos, o ouro justificar-me-á e serei limpo de culpa. As leis criminais fizeram-se para os pobres...”

4.
(FUVEST) Pela leitura do texto, conclui-se que todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:

a) O texto de Martins Pena critica a hipocrisia do personagem que quer ascender socialmente.
b) Martins Pena representa, na fala de seu personagem, a imoralidade daqueles que fazem do dinheiro o valor maior.
c) Segundo Ambrósio, os ricos estão acima das leis criminais.
d) O autor retrata o valor do trabalho para o bem-estar social.
e) Para Ambrósio, a esperteza é um recurso válido para adquirir fortuna.

Leia o trecho abaixo e responda as questões 5 e 6:

EMILIA – Ah, quem é? Carlos!
CARLOS – Cala-te! [...] Onde está minha tia, e o teu padrasto?
EMÍLIA – Lá em cima, mas o que tens?
CARLOS – Fugi do convento, e aí vem eles atrás de mim.
EMÍLIA – Fugiste, por que motivo?
CARLOS- Por que motivo? Pois faltam motivos para se fugir do convento? [...]
EMÍLIA – Que fizeste, louco?
(Trecho da peça O noviço, de Martins Pena)

 5) Marco do teatro nacional do século XIX, Martins Pena trouxe para cena brasileira questões pertinentes à sociedade da época. No trecho apresentado, há um diálogo entre Carlos e Emília, no qual o autor coloca em cena:
 a) A evolução da mocinha romântica para a mocinha realista ao colocar Emília numa nova perspectiva de comportamento para o século XIX.
b) A transformação do herói romântico para o herói realista, na figura de Carlos, que não mais apresenta o comportamento ético do mocinho completo, e foge do convento.
c) A mudança dos valores religiosos do século XIX evidenciados no diálogo.
d) O questionamento do casamento por interesse, tão presente na sociedade da época.
 e) O retrato da realidade nacional, com um casal tipicamente romântico.

6) As peças de Martins Pena, como O Noviço, destacaram-se no cenário teatral nacional por:
a) Retratar os valores clássicos do teatro europeu, importando-os para o Brasil.
b) Trazer para a cena um flagrante vivo da sociedade da época, através de um estilo de teatro caracterizado pela comédia de costumes.
c) Importar a tradição já existente de um teatro grego clássico.
d) Usar do teatro como artifício de religiosidade, dando prosseguimento ao teatro de catequese.
e) Todas as alternativas acima são marcas evidentes do teatro de Martins Pena.

7) (UFU) A obra O Judas em Sábado de Aleluia, de Martins Pena, é uma comédia de costumes, escrita no final do século XIX, contendo apenas um ato e doze cenas. Todas as alternativas abaixo condiz com esta obra, exceto:

a) Martins Pena zomba dos costumes sociais do Rio de Janeiro do século XIX, pois trata basicamente de um tema comum esboçado pelos autores românticos: das moças que buscam um noivo para si, bem como um reforço retratista da pequena burguesia: funcionários públicos, militares etc.
b) A obra trata das situações e personagens do cotidiano, e mostra a realidade de um país atrasado e, predominantemente, rural.
c) O texto envolve, sobretudo, flagrantes da vida brasileira, do campo à cidade.
d) A obra em questão apresenta com temas principais, casamentos, dotes, corrupção, injustiças, festas populares e violência doméstica.
e) Sua galeria de personagens compreende: funcionários públicos, malandros, moças namoradeiras ou sonsas, guardas nacionais, etc.

08. (PUC) A conjunção "e" tem valor adversativo na frase:
a) Cheguei, vi e venci.
b) Arrumou as malas e despediu-se.
c) Deitei-me exausto e não consegui dormir.
d) Siga o meu conselho e não se arrependerá.
e) Analise os dados restantes e envie-os ao diretor.
09. (FCMSC-SP) Por definição, oração coordenada que seja desprovida de conectivo é denominada assindética. Observando os períodos seguintes:
I.      Não caía um galho, não balançava uma folha.
II.      O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou.
III.      O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a prova. Acabara o exame.

Nota-se que existe apenas coordenação assindética em:

a) I apenas
b) II apenas
c) III apenas
d) I e III
e) Nenhum deles.

10.  Observe a oração abaixo:

Eu sinto  existir em meu gesto o teu gesto.

A oração sublinhada é:
a) Oração coordenada assindética.
b) Oração coordenada sindética.
c) Oração coordenada principal.
d) Oração principal.
e) Oração subordinada.

11. Observe a charge abaixo:
As charges podem fazer uma crítica social, cultural ou política. Disponível em: http://tv-video-edc.blogspot.com
A charge revela uma crítica aos meios de comunicação, em especial à internet, porque

a) Questiona a integração das pessoas nas redes virtuais de relacionamento.
b) Considera as relações sociais como menos importantes que as virtuais.
c) Enaltece a pretensão do homem de estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
d) Descreve com precisão as sociedades humanas no mundo globalizado.
e) Concebe a rede de computadores como espaço mais eficaz para a construção de relações sociais.

Leia atentamente o texto para responder as questões de 12 a 14.
O bicho (Manuel Bandeira – Estrela da vida inteira)

Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

12. O poema de Bandeira, como se pode notar desde o título, trata sobre:
a) a condição do homem: a sua animalização.
b) a condição dos animais e seu habitat.
c) a relação dos homens com os animais.
d) a humanização dos animais.
e) a situação desumana e social entre homens.

13. Assinale a alternativa que melhor explica o significado destes versos no contexto do poema de Bandeira.
“O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato.”
 a) O poema nega os animais citados para reverenciar outros.
b) O poema menciona estes animais comuns por conveniência e pela rima dos últimos vocábulos.
c) Não há nenhuma intenção do poeta em revelar quem seja o agente.
d) O poeta cria um clima de expectativa para revelar o agente no final do poema.
e) O poeta desde o início do poema e, principalmente, nestes versos, já revela qual é o agente.

14. No poema de Bandeira, é possível identificar o predomínio da estrutura:
 a) do resumo
b) da resenha crítica
 c) da dissertação
d) da carta – argumentativa
e) da narração

15. Assinale a alternativa que preenche adequadamente os espaços da frase.

Cheguei tarde___repartição, pois vim___pé. Olhei demoradamente as pessoas cara___cara. Enviei dois ofícios___sua Excelência para me justificar.

 a) à, à, à, a    b) à, à, à, à     c) à, a, a, à    d) à, a, a, a       e) a, à, à, a















“Você não pode ser qualquer coisa que deseja ser.
Mas pode ser tudo que Deus quer que você seja.”
(Max Lucado)


"Aquele que gosta de ser adulado é digno do adulador."
(William Shakespeare).

Dom Casmurro - Resumo

O romance inicia-se numa situação posterior a todos os seus acontecimentos. Bento Santiago, já um homem de idade, conta ao leitor como recebeu a alcunha de Dom Casmurro. A expressão fora inventada por um jovem poeta, que tentara ler para ele no trem alguns de seus versos. Como Bento cochilara durante a leitura, o rapaz ficou chateado e começou a chamá-lo daquela forma.

O narrador inicia então o projeto de rememorar sua existência, o que ele chama de "atar as duas pontas da vida". O leitor é apresentado à infância de Bentinho, quando ele vivia com a família num casarão da rua de Matacavalos.

O primeiro fato relevante narrado é também seu primeiro motivo de preocupação. Bentinho escuta uma conversa entre José Dias e dona Glória: ela pretende mandá-lo ao seminário no cumprimento de uma promessa feita pouco antes de seu nascimento. A mãe, que já havia perdido um filho, prometera que, se o segundo filho nascesse "varão", ela faria dele padre. Na conversa, dona Glória soubera da amizade estreita entre o menino e a filha de Pádua, Capitolina.

Bentinho fica furioso com José Dias, que o denunciara, e expõe a situação a Capitu. A menina ouve tudo com atenção e começa a arquitetar uma maneira de Bentinho escapar do seminário, mas todos os seus planos fracassam. O garoto segue para o seminário, mas, antes de partir, sela, com um beijo em Capitu, a promessa de que se casaria com ela.

No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Souza Escobar, que se torna seu melhor amigo. Em uma visita a sua família, Bentinho leva Escobar e Capitu o conhece.

Enquanto Bentinho estuda para se tornar padre, Capitu estreita relações com dona Glória, que passa a ver com bons olhos a relação do filho com a garota. Dona Glória ainda não sabe, contudo, como resolver o problema da promessa e pensa em consultar o papa. Escobar é quem encontra a solução: a mãe, em desespero, prometera a Deus um sacerdote que não precisava, necessariamente, ser Bentinho. Por isso, no lugar dele, um escravo é enviado ao seminário e ordena-se padre.

Bentinho vai estudar direito no Largo de São Francisco, em São Paulo. Quando conclui os estudos, torna-se o doutor Bento de Albuquerque Santiago. Ocorre então o casamento tão esperado entre Bento e Capitu. Escobar, por seu lado, casara-se com Sancha, uma antiga amiga de colégio de Capitu. Capitu e Bentinho formam um "duo afinadíssimo".

Essa felicidade, entretanto, começa a ser ameaçada com a demora do casal em ter um filho. Escobar e Sancha não encontram a mesma dificuldade: têm uma bela menina, a quem colocam o nome de Capitolina.

Depois de alguns anos, Capitu finalmente tem um filho, e o casal pode retribuir a homenagem que Escobar e Sancha lhe haviam prestado: o filho é batizado com o nome de Ezequiel.

Os casais passam a conviver intensamente. Bento vê uma semelhança terrível entre o pequeno Ezequiel e seu amigo Escobar, que, numa de suas aventuras na praia - o personagem era excelente nadador -, morre afogado.

Bento enxerga no filho a figura do amigo falecido e fica convencido de que fora traído pela mulher. Resolve suicidar-se bebendo uma xícara de café envenenado. Quando Ezequiel entra em seu escritório, decide matar a criança, mas desiste no último momento. Diz ao garoto, então, que não é seu pai. Capitu escuta tudo e lamenta-se pelo ciúme de Bentinho, que, segundo ela, fora despertado pela casualidade da semelhança.

Após inúmeras discussões, o casal decide separar-se. Arruma-se uma viagem para a Europa com o intuito de encobrir a nova situação, que levantaria muita polêmica. O protagonista retorna sozinho ao Brasil e se torna, pouco a pouco, o amargo Dom Casmurro. Capitu morre no exterior e Ezequiel tenta reatar relações com ele, mas a semelhança extrema com Escobar faz com que Bento Santiago o rejeite novamente. O destino de Ezequiel é infeliz: ele morre de febre tifóide durante uma pesquisa arqueológica em Jerusalém.

Triste e nostálgico, o narrador constrói uma casa que imita sua casa de infância, na rua de Matacavalos. O próprio livro é também uma tentativa de recuperar o sentido de sua vida. No fim, o narrador parece menosprezar um pouco a própria criação. Convence-se de que o melhor a fazer agora é escrever outra obra sobre "a história dos subúrbios".

Fonte: Guia do Estudante

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Dom Casmurro - Síntese

Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis em 1899 e publicado pela Livraria Garnier. Foi escrito para sair diretamente em livro, o que ocorreu em 1900, embora com data do ano anterior. Completa a "trilogia realista" de Machado de Assis, ao lado de Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, tendo sido esses dois escritos primeiramente em folhetins.
Seu personagem principal é Bento Santiago, o narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende "atar as duas pontas da vida", ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre esses dois momentos Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama. Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império, se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de "Dom Casmurro", daí o título do romance. Machado de Assis o escreveu utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e sobretudo a peça Otelo de Shakespeare.
Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e sofreu inúmeras interpretações, desde psicológicas e psicanalíticas na crítica literária dos anos 30 e dos anos 40, passando pelo feminismo na década de 1970 até sociológicas da década de 1980, e adiante. Creditado como um precursor do Modernismo e de ideias posteriormente escritas porSigmund Freud, o livro influenciou os escritores John BarthGraciliano Ramos e Dalton Trevisan e é considerado por alguns a obra-prima de Machado. Além de ter sido traduzido para outras línguas, continua a ser um de seus livros mais famosos e é considerado um dos mais fundamentais de toda a literatura brasileira.

FONTE: WIKIPÉDIA

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Dom Casmurro - Lista de Personagens

Bentinho (Bento Santiago): o narrador-personagem que conta suas memórias, membro da elite carioca do século XIX.

Capitu (Capitolina): grande amor de Bentinho, personagem de origem pobre, mas independente e avançada.

Escobar: o melhor amigo de Bentinho, a quem conheceu quando estudaram juntos no seminário.

Dona Sancha: mulher de Escobar, ex-colega de colégio de Capitu.

Dona Glória: mãe de Bentinho, adora o filho e é também muito religiosa. Quer que o garoto se ordene padre como cumprimento de uma promessa que fez.

José Dias: agregado que vive de favores na casa de dona Glória. Suposto médico, tem o hábito de agradar aos proprietários da casa com o uso de superlativos.

Tio Cosme: irmão de dona Glória, viúvo e advogado.

Prima Justina: prima de dona Glória, que, segundo o narrador, não tinha papas na língua.

Pedro de Albuquerque Santiago: pai de Bentinho, faleceu quando o filho ainda era muito pequeno.

Senhor Pádua
e Dona Fortunata: pais de Capitu, que viam no possível casamento da filha com Bentinho uma possibilidade de ascensão social.

Ezequiel:
filho de Capitu, sobre o qual o narrador sustenta forte dúvida quanto à paternidade, pois o garoto tinha grande semelhança física com Escobar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Seminário sobre Folclore - Projeto do Prof.

Dom Casmurro - Questões Avaliativas

Discentes:
AVALIAÇÃO BIMESTRAL

1. (FUVEST / GV) O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui.
É o que diz o narrador no segundo capítulo do romance Dom Casmurro. Afinal por que não teria ele alcançado o seu intento?

(A) Pelas dificuldades inerentes à estrutura do romance, na recuperação de outros tempos.
(B) Pelo receio de confessar suas fraquezas e a traição sofrida.
(C) Porque era impossível recuperar o sentido daquele período, pois ele já não era a mesma pessoa.
(D) Pela falta de bom senso e de clareza na apreensão das lembranças.
(E) Porque o tempo, impiedoso, apaga todos os acontecimentos e transforma as pessoas.


2. (UFL) Todas as alternativas apresentam informações sobre Dom Casmurro, de Machado de Assis, exceto:

(A) A questão do adultério, tratada de forma ambígua pelo autor, permanece em aberto no fim da narrativa.
(B) O narrador, através do exercício da memória, busca ligar o presente ao passado, a velhice à adolescência.
(C) O narrador protagonista, ao assumir a primeira pessoa, apresenta uma visão tendenciosa dos acontecimentos.
(D) O autor, introduzindo-se na narrativa, fornece ao leitor informações que contradizem as opiniões do narrador.
(E) A narrativa, marcada pela ironia, mantém uma relação intersexual com a tragédia Otelo, de Shakespeare.


3. (UFU-MG) Considere a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, e as afirmativas que se seguem:

I. Da Glória tentava impedir o casamento de Bentinho com Capitu, pois desejava que ele se unisse a Sancha.
II. Bento Santiago não teve problemas em homenagear o amigo Escobar, por ocasião de seu enterro, pois era seu melhor amigo.
III. A cena descrita no velório de Escobar (homens e mulheres chorando) é uma característica do Romantismo presente em todo o Dom Casmurro — obra que tem como tema os infelizes amores de Bentinho e Capitu.
IV. “Olhos de ressaca” — referência dada a Capitu — evidencia o seu poder de envolvimento e o grande fascínio que ela exerce sobre Bentinho, tal qual as vagas do mar.
V. Apesar da suspeita de adultério, o amor consegue superar a desconfiança fazendo com que Bentinho se reconcilie com a família de Capitu.

Assinale:

(A) Se apenas IV é correta. 
(B) Se apenas I, II são corretas. 
(C) Se apenas III e V são corretas.
(D) Se apenas V é correta.
(E) Nenhuma delas é correta.


4. (PUCCAMP-SP) O trecho abaixo é parte do último capítulo de Dom Casmurro, de Machado de Assis:

O resto é saber se a Capitu da Praia da Glória já estava dentro da de Mata-cavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. I: “Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti”. Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca.

Invocando aqui a memória e o testemunho do leitor de sua história, o narrador arremata a narrativa:

(A) lembrando que os ciúmes de Bentinho por Capitu poderiam perfeitamente ser injustificáveis.
(B) concluindo que a única explicação para a traição de Capitu é a força caprichosa de circunstâncias acidentais.
(C) citando uma passagem da Bíblia, à luz da qual acaba admitindo a possibilidade da inocência de Capitu.
(D) pretendendo que a personalidade de Capitu tenha se desenvolvido de modo a cumprir uma natural inclinação.
(E) se mostra reticente quanto à convicção de que fora traído, sugerindo que continuará ponderando os fatos.


5. (PUC-PR) Com base na leitura de Dom Casmurro, e considerando a importância de Machado de Assis para a literatura brasileira, identifique as alternativas como VERDADEIRAS ou FALSAS:

( ) Escrito quando o Realismo era a estética dominante, Dom Casmurro é antes um “romance filosófico” que um “romance social”.
( ) Ao contrário de diversas heroínas românticas, punidas com a morte por comportamentos inadequados para os padrões de sua época, a principal personagem feminina de Dom Casmurro não morre no final da narrativa.
( ) Ainda que acreditasse não ser pai de Ezequiel, Bento Santiago não deixou que isso interferisse na relação pai-filho, e sempre quis ter o rapaz muito perto de si.
( ) Assim como em Esaú e Jacó, a presença do Imperador e as referências à vida política brasileira são constantes em Dom Casmurro e interferem nos acontecimentos narrados.

A seqüência correta é:

(A) V, F, F, F
(B) F, F, F, V
(C) F, V, F, V
(D) V, V, V, F
(E) F, V, F, F
6. (UFPR) A propósito de Dom Casmurro, de Machado de Assis, é correto afirmar:

(A) A narrativa de Bento Santiago é comparável a uma acusação: aproveitando sua formação jurídica, o narrador pretende configurar a culpa de Capitu.
(B) O artifício narrativo usado é a forma de diário, de modo que o leitor receba as informações do narrador à medida que elas acontecem, mantendo-se assim a tensão.
(C) Elegendo a temática do adultério, o autor resgata o romantismo de seus primeiros romances, com personagens idealizadas entregues à paixão amorosa.
(D) O espaço geográfico e social representado é situado em uma província do Império, buscando demonstrar que as mazelas sociais não são prerrogativa da Corte.
(E) Bentinho desejava a morte de Escobar (até tentou envenená-lo uma vez), a ponto de se sentir culpado quando o ex-amigo morreu afogado.


7. (FUVEST) Podemos afirmar que na obra D. Casmurro, Machado de Assis: 

(A) defende a tese de que o meio determina o homem porque descreve a personagem Capitu desde o início como uma futura adúltera.
(B) defende a tese determinista porque o meio em que Bentinho e Capitu vivem determina a futura tragédia.
(C) não defende a tese determinista, apontando antagonismo entre o meio e a tragédia final.
(D) defende a tese determinista ao demonstrar a influência da educação religiosa na formação de Capitu.
(E) não defende a tese determinista de modo explícito porque não fica clara a relação entre o meio e o fim trágico dos personagens.


8. (Conc. Federal) Machado de Assis, em Dom Casmurro, mostra Capitu como personagem de maior destaque. Bentinho nutria, em relação a ela, sentimentos de

(A) profunda admiração e respeito.
(B) amor desmedido.
(C) verdadeira veneração de ordem espiritual.
(D) ciúme exacerbado, raiando os limites de doença mental.
(E) nenhuma admiração ou respeito.


9. (UFPR) No segundo capítulo de Dom Casmurro, o narrador-personagem expõe as razões que o levaram a escrever suas memórias.
Relacionando esse capítulo com o romance, é correto afirmar que, ao procurar "atar as duas pontas da vida", Bentinho:

(A) obtém um relato lúcido e imparcial a respeito do seu passado, vencendo os preconceitos característicos da classe a que pertencia, uma vez que, tendo sido, ele mesmo, vítima de um universo social baseado na rigorosa autoridade paternal, pôde, ao final da vida, avaliar o preço alto da solidão.
(B) reconhece seu fracasso, apontando as lacunas de "um livro falho" próprio narrador que, apesar de todo o esforço empreendido para incriminar sua mulher, compromete a si mesmo, distorcendo as circunstâncias que o envolvem.
(C) reconcilia-se com o seu passado e consigo mesmo, mostrando-se arrependido por ter sido injusto e extremamente cruel, nos seus julgamentos e atitudes, em relação às pessoas que mais amara: não apenas diante de Capitu e Escobar, mas, principalmente, em relação a Ezequiel.
(D) convence o leitor de que Capitu foi de fato infiel. Os argumentos apresentados pelo narrador são suficientes para fundamentar as vagas impressões de um homem que, apesar de apegado aos valores tradicionais da família patriarcal brasileira do final do século XIX, compreende a independência de espírito de sua mulher.
(E) não consegue convencer o leitor de que Capitu é infiel. Os argumentos apresentados pelo narrador não são suficientes para fundamentar as vagas impressões de um homem que, apesar de apegado aos valores tradicionais da família patriarcal brasileira do final do século XIX, compreende a independência de espírito de sua mulher.


10. (PUC-Rio) A EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA

Já sabes que a minha alma, por mais lacerada que tenha sido, não ficou aí para um canto como uma flor lívida e solitária. Não lhe dei essa cor ou descor. Vivi o melhor que pude sem me faltarem amigas que me consolassem da primeira. Caprichos de pouca dura, é verdade. Elas é que me deixavam como pessoas que assistem a uma exposição retrospectiva, e, ou se fartam de vê-la, ou a luz da sala esmorece. Uma só dessas visitas tinha carro à porta e cocheiro de libré. As outras iam modestamente, calcante pede, e, se chovia, eu é que ia buscar um carro de praça, e as metia dentro, com grandes despedidas, e maiores recomendações.(...)

E BEM, E O RESTO?

Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada. Mas não é propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, ver. 1: “Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti.” Mas eu creio que não. E tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca. E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve! (...)

O trecho em questão pertence à antológica obra de Machado de Assis:

(A) Memórias póstumas de Brás Cubas
(B) Dom Casmurro
(C) Memorial de Aires
(D) Quincas Borba
(E) Senhora

11. (PUC-Rio) A EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA

Já sabes que a minha alma, por mais lacerada que tenha sido, não ficou aí para um canto como uma flor lívida e solitária. Não lhe dei essa cor ou descor. Vivi o melhor que pude sem me faltarem amigas que me consolassem da primeira. Caprichos de pouca dura, é verdade. Elas é que me deixavam como pessoas que assistem a uma exposição retrospectiva, e, ou se fartam de vê-la, ou a luz da sala esmorece. Uma só dessas visitas tinha carro à porta e cocheiro de libré. As outras iam modestamente, calcante pede, e, se chovia, eu é que ia buscar um carro de praça, e as metia dentro, com grandes despedidas, e maiores recomendações.(...)

E BEM, E O RESTO?

Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada. Mas não é propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, ver. 1: “Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti.” Mas eu creio que não. E tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca. E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve! (...)

No trecho, _________, o narrador-personagem, expressa sua _________ diante da impossibilidade de desvendar os mistérios que pautam as ações humanas, elemento característico do ___________, que busca entender objetivamente os sentimentos. 

(A) Isaías - indignação - Romantismo
(B) Bentinho - discordância - Romantismo
(C) Escobar - insatisfação - Simbolismo
(D) Bentinho - inconformidade - Realismo
(E) Ezequiel - conformidade - Realismo


12. (UNIFESP) Texto para a próxima questão.

Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade. (Fernando Sabino, O bom ladrão)

Considere as afirmações sobre o que diz o narrador do texto de Sabino:

I. O mistério a que ele se refere decorre de uma narrativa ambígua, na qual há uma constante oscilação entre a possibilidade — ou não — de Capitu ter cometido o adultério.
II. No romance a que ele se refere, o triângulo amoroso é formado por Capitu, Escobar e Quincas Borba.
III. A sua frase final denuncia-o convicto de que Capitu não traiu o marido.
Está correto o que se afirma apenas em:

(A) I. 
(B) II. 
(C) I e II.
(D) I e III. 
(E) II e III.


13. (UNIFESP - modificada) Textos para a próxima questão.

Texto I

Ultimamente ando de novo intrigado com o enigma de Capitu. Teria ela traído mesmo o marido, ou tudo não passou de imaginação dele, como narrador? Reli mais uma vez o romance e não cheguei a nenhuma conclusão. Um mistério que o autor deixou para a posteridade. (Fernando Sabino, O bom ladrão)

Texto II

Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca
. (Machado de Assis, Dom Casmurro)

No texto de Sabino (I), o narrador questiona a traição de Capitu. Lendo o texto de Machado (II), pode-se entender que esse questionamento decorre de:

(A) os fatos serem narrados pela visão de uma personagem, no caso, o narrador em primeira pessoa, que fornece ao leitor o perfil psicológico de Capitu.
(B) a personagem ser vista por José Dias como oblíqua e dissimulada, o que gerou mal-estar no apaixonado de Capitu, deixando de vê-la como uma mulher de encantos.
(C) a apresentação da personagem Capitu ser feita no romance de maneira muito objetiva, sem expressão dos sentimentos que a vinculavam ao homem que a amava.
(D) os aspectos psicológicos de Capitu serem apresentados apenas pelos comentários de José Dias, o que lhe torna a caracterização muito subjetiva.
(E) o amado de Capitu não conseguir enxergar nela características mais precisas e menos misteriosas, o que o faz descrevê-la de forma bastante idealizada.


14. (UNIFESP) Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca
. (Machado de Assis, Dom Casmurro)

Ao afirmar que Capitu tinha olhos de cigana oblíqua, José Dias a vê como uma mulher:

(A) irresistível.
(B) inconveniente.
(C) compreensiva.
(D) evasiva.
(E) irônica.


15. (UNIFESP) Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca
. (Machado de Assis, Dom Casmurro)

Para o narrador, os olhos de Capitu eram olhos de ressaca, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca.
Entende-se, então, que ele:

(A) começava a nutrir sentimento de repulsa em relação a ela, como está sugerido em [seus olhos] entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
(B) se sentia fortemente atraído por ela, como comprova o trecho: Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro...
(C) passou a desconfiar da sinceridade dela, como está exposto em: mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim.
(D) começava a vê-la como uma mulher comum, sem atrativos especiais, como demonstra o trecho: eu nada achei extraordinário...
(E) deixava de vê-la como uma mulher enigmática, como está sugerido em: Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova.
16. (UFLA) Todas as alternativas apresentam informações sobre D. Casmurro, de Machado de Assis, EXCETO: 

(A) “A questão do adultério, tratada de forma ambígua pelo autor, permanece em aberto no fim da narrativa.”
(B) “O narrador, através do exercício da memória, busca ligar o presente ao passado, a velhice à adolescência.”
(C) “O narrador protagonista, ao assumir a primeira pessoa, apresenta uma visão parcial e tendenciosa dos acontecimentos.”
(D) “O Autor, introduzindo-se na narrativa, fornece ao leitor informações que contradizem as opiniões do narrador.”
(E) “A narrativa, marcada pela ironia, mantém uma relação intertextual com a tragédia Otelo, de Shakespeare.”


17. (UFLA) Todas as passagens de D. Casmurro, de Machado de Assis, são exemplos da dissimulação de Capitu, na visão de Bentinho, EXCETO:

(A) "A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira-lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas..."
(B) " - E você, Capitu, interrompeu minha mãe voltando-se para a filha do Pádua que estava na sala, com ela, - você não acha que o nosso Bentinho dará um bom padre?"
" - Acho que sim, senhora, respondeu Capitu cheia de convicção."
(C) "Capitu estava melhor e até boa. Confessou-me que apenas tivera uma dor de cabeça de nada, mas agravara o padecimento para que eu fosse divertir-me. Não falava alegre, o que me fez desconfiar que mentia (...)"
(D) "Eu levantei-me depressa e não achei compostura: meti os olhos pelas cadeiras. Ao contrário, Capitu ergueu-se naturalmente e perguntou-lhe se a febre aumentara (...) Como era possível que Capitu se governasse tão facilmente e eu não?"
(E) "Ouvimos passos no corredor; era D. Fortunata. Capitu compôs-se depressa, tão depressa que, quando a mãe apontou à porta, ela abanava a cabeça e ria. Nenhum laivo amarelo, nenhuma contração de acanhamento (...)"


18. (UEL) O texto abaixo é o último capítulo do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.

Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada. Mas não é esse propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. 1: "Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti". Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca. E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A Terra lhes seja leve! Vamos à História dos subúrbios.

Pela leitura do texto, é correto afirmar que, depois de contar a história da sua vida e do seu amor por Capitu, Bentinho, o narrador:

(A) Conclui que Capitu não o traiu.
(B) Buscando conforto na Bíblia, chega à conclusão de que, apesar de Capitu o ter traído, ele deveria perdoar-lhe e não sentir ciúmes dela.
(C) Não tem certeza de que Capitu o traiu, embora acredite que ela tenha se transformado muito desde a adolescência, aparecendo quando adulta como uma cigana traiçoeira e dissimulada.
(D) Chega à conclusão de que Capitu já possuía, quando menina, os traços psicológicos que a caracterizariam na fase adulta.
(E) Constata que Capitu e seu amigo José Dias mantinham um romance desde a adolescência.


19. (UFLA) De acordo com a leitura da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, julgue as proposições e, a seguir, marque a alternativa CORRETA.

I. A narração é em primeira pessoa – Bentinho/Dom Casmurro é o personagem narrador que tenta “atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência”.
II. O título se deve ao temperamento calado, ensimesmado de Bentinho, que, recolhido à solidão de sua casa, conta a sua própria vida.
III. A desconfiança de Bentinho da traição de Capitu com Escobar intensificase com a morte deste.
IV. Capitu não consegue esconder a imensa tristeza e agonia com a morte de Escobar, sendo assassinada pelo marido, que foge para a Europa com o filho.

(A) Apenas as proposições II, III e IV são corretas.
(B) Apenas as proposições I, III e IV são corretas.
(C) Apenas as proposições I e III são corretas.
(D) Apenas as proposições II, IV são corretas.
(E) Apenas as proposições I, II e III são corretas.


20. (UFLA) Considere as seguintes afirmativas sobre Dom Casmurro, de Machado de Assis e, a seguir, marque a alternativa que apresenta a ordem CORRETA conforme seja verdadeiro (V) ou falso (F).

I. O romance é narrado em terceira pessoa, e o narrador é um crítico mordaz dos acontecimentos.
II. Tematiza a traição - decorrência do pessimismo do autor, de sua visão descrente das relações humanas.
III. É um romance de visão sentimentalista do mundo, representando o exemplo máximo de prosa poética em nossa literatura.
IV. O título se deve ao temperamento sisudo de Bentinho que, recolhido à sua casa, conta sua própria vida.

(A) V, V, V, F
(B) F, V, F, V
(C) F, F, F, V
(D) V, V, F, V
(E) F, V, V, F

Passa ou Repassa:

ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO CARLOS MOURA
Disciplina: Língua Portuguesa

Docente: Lídia Danielle

Série: 1 Ano "B"

Data: 11/09/2015

OBJETIVO: Fazer com que o aluno aprimore seus conhecimentos sobre os conteúdos estudados nesse ano através de um jogo de perguntas e respostas.
CONTEÚDO: Linguagens, Dígrafos, Encontros Vocálicos e Consonantais, Sinônimos, Antônimos, Figuras de Linguagem, Crônica e Conto.

MATERIAL: Fichas contendo as perguntas, caixa para armazenar as questões e assim sorteá-las, folhas de papel A4 para confeccionar os cartões, caixa de bombom para premiação da equipe vencedora.

REGRAS:
1. Divide-se a sala de aula (através de sorteio) em dois grupos, podendo dar quaisquer nomes às equipes. 
2. O professor pedirá que um representante de cada equipe faça um "par ou impar" para verificar quem irá responder primeiro.
3. Lançar a pergunta ao grupo, onde terá um tempo de trinta segundos para formular a resposta, caso aconteça de que a equipe não responda, a outra terá direito a tentar a resposta correta também tendo o tempo de trinta segundos para formular a mesma. Caso ocorra o erro na resposta a pontuação será lançada para a equipe adversária. Por isto que o nome do jogo é passa ou repassa. Acertando a equipe ganha pontos que serão marcados na lousa.Caso nenhuma das equipes responda, a questão será anulada.
4. A última prova é a da torta na cara, onde as perguntas também serão sorteadas e quem acerta tem a oportunidade de lançar a torta no adversário.
5. As perguntas da primeira etapa valem 5,0 e da segunda 10, 0 e a equipe que fizer mais pontos (totalizando as duas etapas)será a vencedora e receberá uma caixa de chocolate como prêmio.

QUESTÕES DO PASSA OU REPASSA / TORTA NA CARA

1. Quantas consoantes tem a palavra "passeio"?

2. A palavra "brisa" possui encontro vocálico, dígrafo ou encontro consonantal?

3. A palavra "verdade" é antônimo de que palavra?

4. A palavra "piscina" possui dígrafo ou encontro consonantal?

5. A palavra "nasça" possui quantas letras?

6. Verdadeiro ou Falso: A linguagem coloquial também é conhecida como linguagem formal.

7. O escritor Fernando Sabino nasceu em que Estado brasileiro?

8. A palavra "telhado" possui que encontro consonantal.

9. Por que o nosso idioma oficial é a língua portuguesa?

10. Verdadeiro ou Falso: Quando existe em um texto a linguagem verbal e a não verbal, esse texto possui linguagem mista.

11. Qual é o antônimo de bonito?

12. Qual é a figura de linguagem presente na frase “Seus olhos são como dois lagos de águas profundas”?

13. A palavra feliz é sinônimo ou antônimo de alegre?

14. Na frase “João vai à escola”, usa-se ou não crase?

15. Cite uma frase que tenha a figura de linguagem “Hipérbole”.

16. A palavra “passeio” possui dígrafo ou encontro consonantal?

17. Qual é o dígrafo da palavra “aquilo”?

18. Qual é o dígrafo da palavra “descer”?

19. Que nome recebe quando duas letras emitem um único som?

20. Verdadeiro ou falso: Encontro consonantal é a sequência de duas ou mais letras com sons consonantais  na mesma palavra?

21. A palavra “pedra” é dígrafo ou encontro consonantal?

22. Qual é o encontro consonantal da palavra “atleta”?

23. Qual é o encontro consonantal da palavra “bíblia”?

24. Verdadeiro ou falso: Encontro vocálico acontece quando há duas letras com sons vocálicos juntas em uma mesma palavra?

25. A palavra “Paraguai” é um ditongo, tritongo ou hiato?

26. A palavra “sa-í-da” é um ditongo ou hiato?

27. Cite uma palavra que seja ditongo.

28. A palavra “sa-bão” é um ditongo ou hiato?

29. Verdadeiro ou falso: A palavra “saguão” é um tritongo?

30. Verdadeiro ou falso: A palavra “po-e-si-a” é um hiato?

31. Quem foi o autor do conto “A Cartomante”?

32. No conto “A Cartomante”, qual das personagens foi tida como uma falsária?

33. Quem escreveu a crônica “A última crônica”?

34. Qual desses autores foi tido como um excelente cronista:
a) Fernando Sabino b) Machado de Assis c) William Shakespeare

35. O que não pode ter numa dissertação:
a) Título b) Versos   c) Verbos

36. Verdadeiro ou falso: Um texto dissertativo pode ser escrito em primeira pessoa do plural?

37. O conto “A Cartomante” é um texto:
a) Narrativo   b) Lírico   c) Dissertativo

38. O texto “A última Crônica” é narrada por um narrador-observador ou um narrador personagem?

39. No texto “A última crônica” a quem se refere o trecho “Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade”?

40. A expressão “Acho que não fui feliz na prova” possui qual das figuras de linguagem:
a) Ironia b) Eufemismo c)Hipérbole